Perseverança dos Santos
Em suas afirmações,
os Arminianos ensinam que a pessoa salva “pode decair da graça” e, portanto,
pode perder a salvação uma vez adquirida. Desde que o ato de fé, para a
salvação, depende da vontade do homem, há a possibilidade de a fé deixar de ser
contínua e de o pecador cometer algum pecado digno de condenação, e, assim, por
sua própria vontade, ele pode rejeitar a Deus e voltar-se para o seu velho mestre –
o Diabo! Essa, naturalmente, é a única conclusão lógica a que pode
chegar alguém que defender os quatro primeiros pontos do Arminianismo, e os
“brilhantes” estudantes dessa doutrina sabem disso!
Os calvinistas ensinam que os santos, também conhecidos como
eleitos, nunca podem perder-se, uma vez que a salvação deles e assegurada pela
imutável vontade do Deus onipotente! Uma vez que nenhuma condição, da parte do
homem, determina a sua escolha – visto que as Escrituras ensinam que a eleição
é incondicional-, não há razão para o homem salvo temer a perda da salvação,
pois quem o salva é a graça de Deus. Certamente, raciocina o calvinista, se é
da vontade de Deus que eu seja salvo – e a vontade de Deus é imutável -, eu sou
alcançado pela salvação, permaneço nela e vou para o céu, porque essa é a
vontade de Deus!
“Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da
verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”(Tg 1.18).
Assim, deparamo-nos com duas posições diametralmente
opostas. Uma está baseada no raciocínio da mente carnal (que é sempre inimiga
de Deus); a outra se constitui num fato baseado na Escritura. Consideremos,
portanto, o que a Bíblia diz.
“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra
em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
Portando, Deus, que é o Auto da “boa obra” (que Ele começou
no eleito, e não o homem), “quer realiza-la (tempo verbal contínuo, ou manter
em realização a obra no santo) até ao dia de Cristo Jesus” quando os eleitos
receberão corpo ressurreto e sem pecado! Portanto, essa “boa obra” é dele e não nossa! Por isso, Paulo diz ainda aos
cristãos de Felipos:
“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também
aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo
de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do
poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fp 3.20-21).
Observe-se a quem o Pai deu “todo poder”, de modo a torná-lo
capaz de submeter “todas as coisas a si
mesmo”. Deu “todo poder” a nosso Rei-salvador, que há de retornar! Ele é o
glorioso de quem as Escrituras dizem:
“... lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de
que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” (Jo 17.2).
Dará vida eterna a quantos? A quem? O Filho de Deus afirma
também nos mais incisivos termos:
“E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca
de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia” (Jo
6.39).
Que diz a sua Bíblia? Perder-se-ão alguns dos que o Pai deu
ao Filho? Ou não se perderá nenhum dos que o Pai lhe deu? Se é evidente que a
salvação é do Senhor, é evidente também que, uma vez salvos pelo poder de Deus,
estão salvos para sempre! Nada temos de fazer, absolutamente, para “ receber a salvação”, e nada temos de fazer também, absolutamente,
“para conservar a salvação”, porque a salvação nos é dada pela graça de Deus, e
não pela vontade vacilante do homem! Notemos as palavras de Deus, o Filho:
“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as
arrebatará da minha mão”(Jo 10.28).
Quanto tempo dura a salvação que Deus nos dá por sua própria
vontade? Poderá perecer a ovelha eleita pelo Bom Pastor? De quem são as
palavras que citamos neste ultimo versículo? Do homem ou de Deus? Por que será
que alguns se baseiam em passagens não muito claras, nas Escrituras, para
tentar anular passagens super claras? Pode ser porque se recusam a ter a
salvação pela soberana graça de Deus, ou porque querem ter a salvação obtida
por suas próprias obras de fé.
Vejam-se as palavras de Pedro ditas quando ele estava sendo
dirigido e controlado pelo Espirito Santo. Para ele, os eleitos eram destinados:
“... para uma herança
incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que
sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para
revelar-se no último tempo”(Pe 1.4-5).
Não é, pois, de maravilhar que Paulo tenha cantado
exultantemente:
“e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me
envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso
para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1.12).
“Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao
passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me
deste, para que eles sejam um, assim como nós” (Jo 17.11).
Somos predestinados para o céu, porque Deus nos elegeu para
a glória! É por isso que Paulo assegura aos tessalonicenses:
“... para o que também vos chamou mediante o nosso
evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2.14).
Os céus são o nosso lar e a glória daquela habitação celestial
é a nossa herança, porque Deus assim quis por meio de sua graça! Eis o que Paulo
nos diz:
“.. nele,(em Cristo) digo, no qual fomos também feitos
herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas
conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11),
“... o que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o
alcançou; e os mais foram endurecidos” (Rm 11.7).
“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós,
irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a
salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Ts 2.13).
É não pequena maravilha Paulo - sabendo que o Criador
onipotente fez dele objeto do seu amor – dizer ousadamente:
“O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará
salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém”
(2Tm 4.18).
Não pequena maravilha é Judas escrever aos eleitos de Deus:
“Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos
chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (Jd 1).
Não pequena maravilha é Paulo orar confiantemente pelos
santos de tessalônica:
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso
espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de
nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1Ts
5.23-24).
Quem é que preserva os crentes “imaculados” até que Ele
venha? Quem é que é fiel? Quem é que faz o maravilhoso trabalho de santificação
e guardar? É nosso Senhor Jesus Cristo, naturalmente! Os santos perseveram,
porque ele persevera. Não somos guardados em pedaços ou em partes, mas somos
guardados completos, íntegros: “espírito, alma e corpo”. Ou, como diz Judas no
de sua vigorosa Epístola:
“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e
para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único
Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade,
império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos.
Amém” (Jd 24-25)
Sim, os santos perseverarão porque o Salvador declara que
quer perseverar em favor deles, e quer guardá-los! Se a perseverança depende do
homem volúvel, com sua pecaminosa natureza decaída, então ele não tem
esperança. A perseverança dos santos depende da graça irresistível que nos é
assegurada porque Cristo morreu por nós, uma vez que a expiação que temos, pelo
seu sangue, é limitada aos eleitos. Essa eleição, graças a Deus, não esta
baseada em qualquer condição de bem pré-conhecido em nós, pois “bom não há
sequer um!” Pela graça de Deus, a eleição é incondicional e não se pode
encontra nenhuma condição por parte do homem, visto que ele é totalmente
depravado, isto é, totalmente incapaz de exercer boa vontade para com Deus,
totalmente impotente para, por isso mesmo , alcançar a vida ou, por sua livre
vontade, totalmente incapaz de livrar-se
do super poder do deus da morte.
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