terça-feira, 27 de agosto de 2013


Perseverança dos santos 



“É Deus quem persevera, não o homem... É porque nunca abandona a sua obra que os crentes continuam de pé até o fim” (Berkhof).


“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mt 24.13)

Os que perseveram são os mesmo que são salvos, e não aqueles cujo amor se esfria “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.” (Mt 24.12). Isso não sugere que a nossa perseverança garanta a nossa salvação. Em toda a Escritura é ensinado exatamente ao oposto: como parte da sua obra salvadora, Deus assegura a nossa perseverança. Os verdadeiros crentes são “que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.5). 

A garantia de nossa perseverança é construída sobre a promessa da nova aliança. Deus diz: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40). Aqueles que de fato se afastam de Cristo dão prova conclusiva de que, desde o início, nunca foram crentes verdadeiros “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1João 2.19).
Dizer que Deus assegura a nossa perseverança, porém, não é dizer que somos passivos no processo. Ele nos guarda “mediante a fé” (1Pe 1.5), a nossa fé. Em alguns momentos a Escritura nos chama a guardarmos firme a nossa fé “guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.” (Hb 10.23) “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11), ou nos adverte contra cairmos “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Hb 10. 26-29).
Essas admoestações não negam as inúmeras promessas de que muitos crentes vão perseverar “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” (João 10.28-29)

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 8.38-39)

“o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1.8-9)

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”(Fp 1.6).

Em vez disso as advertências e os apelos estão entre os meios que Deus usa para assegurar que perseveramos na fé. Observe que as advertências e promessas freqüentemente aparecem lado a lado. Quando, por exemplo, Judas diz aos crentes “guardai-vos no amor de Deus” (v. 21), ele imediatamente aponta para Deus “que é poderoso para vos guarda de tropeços” (v 24). 

A salvação que tem inicio na mente e no propósito de Deus há de terminar no cumprimento de Seu desígnio infalível. 

“Se a nossa escolha foi determinada desde a eternidade, perdurará por toda eternidade” (A.W. Pink)

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