quarta-feira, 15 de maio de 2013



João Bunyan




A respeito de João Bunyan, poderoso pregador e o mais conhecido de todos os Puritanos, disse John Owen que alegremente trocaria toda a sua cultura pelo poder que Bunyan linha de tocar o coração dos homens. João Bunyan nasceu de Thomas Bunyan e de Margaret Bentley em 1628, em Elstow, perto de Bedford. Thomas Bunyan, latoeiro ou funileiro, era pobre mas não destituído de recursos. Ainda assim, na maior parte, João Bunyan não recebeu boa educação. Tornou-se rebelde e muitas vezes se punha a blasfemar. Posteriormente ele escreveu: "Era meu deleite deixar-me levar cativo pelo diabo, à sua vontade; cheio de todo tipo de iniquidade; desde criança poucos me igualavam em lançar maldições, em pragueiar, em mentir e em blasfemar o santo nome de Deus" (Works of Bunyan, ed. George Offor, 1:6). Contudo, periodos esporádicos de convicção de pecado ajudaram a restringir parte dessa rebelião. 

Quando Bunyan tinha dezesseis anos de idade, sua mãe e sua Irmã morreram com um mês de diferença. Seu pai tornou a casar-se um mês depois. O jovem Bunyan alistou-se no Novo Exército Modelo de Cromwell, sendo dispensado em 1646 ou 1647. Em 1648 Bunyan casou-se com uma mulher temente a Deus, cujo nome permanece ignorado e cujo único dote foram dois livros: o de Arthur Dent, The Plain Man's Pathway to Heaven e o de Lewis Bayly, The Practice of Piety. Quando Bunyan leu esses livros, foi convencido do pecado - começou a frequentar uma igreja paroquial, parou de blasfemar e procurou honrar a separação do Domingo como dia de descanso (o Sabbath Cristão).

Depois de alguns meses, Bunyan entrou em contato com algumas mulheres cuja alegre conversa sobre o Novo Nascimento e sobre Cristo o impressionou profundamente. "Não posso expressar com que anseio e quebrantamento em minha alma clamei a Cristo que viesse ter comigo", ele escreveu.

Em 1651, Deus usou Gifford, pastor em Bedford, para levar Bunyan ao arrependimento e à fé. Bunyan foi particularmente influenciado por um sermão que Gifford pregou sobre Cantares de Salomão 4:1 - "Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa", como também pela leitura do comentário de Lutero sobre Gálatas, no qual ele viu sua própria experiência "retratada" grande profundamente como se o livro tivesse sido escrito "a partir do meu coração" (John Bunyan, Greaves, p. 18).

Este é um trecho da biografia de João Bunyan,do livro "Paixão pela Pureza"

O homem a Imagem de Deus





“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gn 1.27

As Escrituras ensinam que Deus fez o homem e a mulher à sua própria imagem, assim de que os seres humanos são semelhantes a Deus, como nenhuma outra criatura terrena é.

Quando Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez” (Gn 5.1)

Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado” (Gn 9.6).

 “O homem não deve cobrir a cabeça, visto que ele é imagem e glória de Deus.(1Cor 11.7)

Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9).

A dignidade especial dos seres humanos está no fato de, como homens e mulheres, poderem refletir e reproduzir – dentro de sua própria condição de criaturas – os santos caminhos de Deus. Os seres humanos foram criados com esse propósito, e, num sentido, somos verdadeiros seres humanos na medida em que cumprimos esse propósito.

Nada havia de mau ou corruptível no corpo feito inicialmente por Deus, e não tivesse o pecado surgido, a doença, envelhecimento e deterioração física que levam à morte, como a conhecemos, não fariam parte da vida humana.

mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gn 2.17).

“Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará. Adão deu à sua mulher o nome de Eva, pois ela seria mãe de toda a humanidade. O Senhor Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher. Então disse o Senhor Deus: Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” (Gn 3.19-22).

“Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).


Agora, porém, os seres humanos são corruptos do começo ao fim em seu ser psicofísico, como comprovam claramente seus desejos desordenados, tanto físicos como mentais, os quais guerreiam entre si e também contra os princípios da sabedoria e da retidão.

Quando Adão pecou todas as faculdades humanas foram afetadas pelo pecado. Necessitamos da graça de Deus em nossa vida. Somos como peixes que não conseguem viver fora do seu habitar, como um pescador que coloca em seu anzol uma isca para atrair o peixe e tirá-lo do mar, assim é conosco também Jesus nos atraiu com o seu amor. “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3).  Éramos pecadores mortos em nossos deleites e pecados, desprovidos totalmente da graça de Deus merecedores do inferno. Deus não força ao homem a servi-lo e nem o intimida a segui-lo. Mas com amor eterno Ele nos atraiu para si sendo nós indigno do seu amor. Esse amor eterno de Deus não começou ontem, não parte de nós é um amor antes de nós existirmos. Deus esta dizendo para Israel e para seu povo que esse amor é anterior a nós mesmo “Com benignidade te atrair.” “Pois quem jamais resistiu à sua vontade?” (Rm 9.19). O chamado eficaz da graça certamente é irresistível.

sexta-feira, 10 de maio de 2013



                                                      O Espírito Santo 





O Espírito Santo (Paráclito)


O Espírito Santo Ministra aos crentes

"Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar." Jo 16.13,14

Antes da paixão de Jesus. Ele prometeu que o Pai e Ele enviariam a seus discípulos "outro Consolador" (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Consolador ou Paráclito (ou Paracleto, da palavra grega parakletos, que significa o que dá auxilio), é um ajudador, conselheiro. fortalecedor, estimulador, aliado e advogado. Outro única que Jesus foi o primeiro Paráclito e está prometendo um substituto, que, após sua partida, continuará o ensino e o testemunho que Ele havia iniciado (Jo 16.6,7).

O ministério do Paráclito, por sua própria natureza, é um ministério pessoal e relacional, implicando a plena pessoalidade de quem o consuma. Embora o Velho Testamento tenha dito muito acerca da atividade do Espírito na Criação (por exemplo, Gn 1.2; Sl 33.6), na revelação (p. ex., Is 61.1-6; Mq 3.8), na capacitação para o serviço (p. ex., Êx 31.2-6; Jz 6.34; 15.14,15; Is 11.2), e na renovação interior (p. ex., Sl 51.10-12; Ez 36.25-27), ele não torna claro que o Espírito é uma Pessoa divina distinta.

No Novo Testamento, contudo, fica claro que o Espírito é verdadeiramente uma Pessoa distinta do Pai, assim como é o Filho. isto é evidente não somente pela promessa de "outro Consolador", mas também pelo fato de que o Espírito, entre outras coisas, fala (At 1.16; 8.29; 10.19; 11.12; 13.2; 28.25), ensina (Jo 14.26), testemunha (Jo 15.26), busca (1 Co 2.10,11), determina ( 1 Co 12.11), intercede (Rm 8.26,27), é alvo de mentira (At 5.3), e pode ser afligido (Ef 4.30). Somente de um ser pessoal podem ser ditas tais coisas.

A divindade do Espírito surge da declaração de que mentir ao Espírito é mentir a Deus (At 5.3,4), e da associação do Espírito com o Paia e o Filho nas bênçãos ( 2 Co 13.14; Ap 1.4-6) e  na fórmula do batismo (Mt 28.19). O Espírito é chamado "os sete espíritos" em Apocalipse 1.4; 3.1; 4.5; 5.6, em parte, parece, porque sete é um número que significa a perfeição divina e, em parte, porque o Espírito ministra em sua plenitude.

Portanto, o Espírito é "Ele", não "ele", e deve ser obedecido, amado e adorado, juntamente com o Pai e o Filho.
Testemunhar a Jesus Cristo, glorificá-lo, mostrando a seus discípulos quem e o que Ele é (Jo 16.7-15), e fazê-los cônscios do que são nele (Rm 8.15-17; Gl 4.6) é o ministério central do Paráclito. O Espírito nos ilumina (Ef 1.17,18), regenera (Jo 3.5-8), guia-nos à santidade (Rm 8.14; Gl 5.16-18), transforma-nos (2 Co 3.18; Gl 5.22,23), dá-nos certeza ( (Rm 8.16), e dons para ministério ( 1 Co 12.4-11). Todo trabalho de Deus em  nós, tocando nosso corações, nosso caráter e nossa conduta,  é feito pelo Espírito, embora aspectos desse trabalho sejam, às vezes, atribuídos ao Pai e ao Filho, de quem o espírito é executivo.

O pleno ministério do Espírito começa na manhã do Pentecostes, logo depois da ascensão de Jesus (At 2.1-40, João Batista predisse que Jesus batizaria com Espírito Santo ( Mc 1.8; Jo 1.33), de acordo com a promessa do Velho Testamento de um derramamento do Espírito de Deus nos últimos dias (Jl 2.28-32; cf. jr 31.31-34), e Jesus havia repetido a promessa (At  1.4,5). A significação da manhã do Pentecostes foi duplo: ela  marcou o início da era final da história do mundo antes do retorno de Cristo, e, comparada com a era do Velho Testamento, marcou uma formidável intensificação do ministério do Espírito e da experiência de viver para Deus.

Os discípulos de Jesus foram evidentemente crentes nascidos  do Espírito antes do Pentecostes, de sorte que seu batismo no Espírito, que trouxe poder à sua vida e ministério (At 1.8),  não foi o começo de sua experiência espiritual. Para todos, porém, que chegaram à fé desde a manhã do Pentecostes, começando com os convertidos naquele evento, o recebimento do Espírito na plena bênção da nova aliança tem sido um aspecto de sua conversão  e novo nascimento (At 2.37; Rm 8.9. 1 Co 12.13). Todas as aptidões para o serviço que surgem subseqüentemente na vida de um cristão devem ser vistas como a seiva emanada desse batismo espiritual inicial, que une vitalmente o pecador ao Cristo ressurreto.

 A Dinvidade do Espírito Santo Gn 1.12; At 5.3,4; Rm 8.9-17; 1 Co 6.19,20; Éf 2.19-22

Na liturgia da Igreja, freqüentemente ouvimos as palavras: "Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, amém". Esta expressão é uma fórmula trinitariana que atribui divindade a todas as três pessoas da Trindade.
Semelhante, cantamos: Glória seja dada ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no principio, é hoje e para todos sempre, eternamente. Amém, Amém.

Este cântico atribui glória eterna às três pessoas da Trindade. O Espírito Santo recebe glória junto com o Pai e o Filho.
Enquanto a divindade de Cristo foi debatida durante séculos e o debate continua ainda hoje, a divindade do Espírito Santo geralmente é aceita na Igreja. A razão pela qual a divindade do Espírito Santo nunca tenha sido alvo da controvérsia, talvez seja porque nunca assumiu a forma humana.

A Bíblia claramente representa o Espírito Santo como possuindo atributos divinos e exercendo autoridade divina. Desde o século IV, praticamente todos os que concordam que ele é uma pessoa também concordam que o Espírito é divino. No Antigo Testamento, o que se diz de Deus  freqüentemente também se  diz do Espírito de Deus.

As expressões "Deus disse" e o "Espírito disse" são repetidamente intercambiadas. Estes padrão continua no Novo Testamento; talvez em nenhum outro texto isso fique tão claro como em Atos 5.3,4, onde Pedro diz: "Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao  Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?... Não mentiste aos  homens, mas a Deus". Resumindo, mentir ao Espírito Santo é o mesmo que ao próprio Deus.

As Escrituras também se referem aos atributos divinos do Espírito Santo. Paulo escreve sobre a onisciência do Espírito em 1 Coríntios 2.10,11: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. O salmista atesta sobre a onipresença do Espírito no Salmo 139.7,8: "Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;" . 
O Espírito também operou na criação, movendo-se sobre a face das águas (Gn 1.1,2).
Como uma declaração conclusiva sobre a divindade do Espírito Santo, temos a bênção de Paulo no final da sua segunda carta aos Coríntios: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." (2 Co 13.13).

Fonte:
Teologia Concisa, pg. 135, Ed. Cultura Crista.( J. I. Packer)
2º Caderno Verdades Essenciais da Fé Cristã – Editora Cultura Cristã ( R. C. Sproul)


sexta-feira, 26 de abril de 2013




              A Vontade de Deus

                                                                      


"Jesus respondeu: Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior"(João 19.11).

"E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois ele diz a Moisés: 'Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão'. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Pois a Escritura diz ao faraó: 'Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra'. Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer"(Rm 9.14-18).

"Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade"(Ef 1:11).

"Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados"(Cl 1.9-14).

"Quando Deus fez a sua promessa a Abraão, por não haver ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, dizendo: 'Esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes numerosos'. E foi assim que, depois de esperar pacientemente, Abraão alcançou a promessa. Os homens juram por alguém superior a si mesmos, e o juramento confirma o que foi dito, pondo fim a toda discussão. Querendo mostrar de forma bem clara a natureza imutável do seu propósito para com os herdeiros da promessa, Deus o confirmou com juramento, para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta" (Hb 6.13-18).

A atriz Doris Day canta uma canção popular cujo título era "Que será, será" ("O que tiver que ser, será".). À primeira vista, este tema transmite uma espécie de fatalismo deprimente. A teologia do islamismo geralmente se refere a eventos específicos como "era a vontade de Alá".

A Bíblia tem um profundo interesse na vontade de Deus - sua autoridade soberana sobre a criação e tudo nela. Quando falamos sobre a vontade de Deus, fazemos isso pelo menos de três maneiras diferentes. O conceito mais amplo é conhecido como a vontade decretiva, soberana ou oculta de Deus. Por meio desta definição, os teólogos referem-se à vontade de Deus por meio da qual ele ordena soberanamente tudo o que acontece. Porque Deus é soberano, e sua vontade nunca pode ser frustrada, podemos ter certeza de que nada acontece que ele não esteja no controle. Ele pelo menos tem de "permitir" seja o que for que vá acontecer. Mesmo quando Deus permite passivamente que algo aconteça, ele decide permitir, de maneira que sempre tem o poder e o direito de intervir e evitar a ocorrência das ações e os eventos neste mundo. Desde que ele permite que as coisas aconteçam, num certo sentido elas acontecem de acordo com "sua vontade".

Embora a vontade soberana de Deus freqüentemente fique oculta de nós até que os eventos aconteçam, existe um aspecto da sua vontade que é claro para nós - Sua vontade perceptiva. Aqui Deus revela sua vontade através da  sua Lei santa. Por exemplo, é a vontade de Deus que não roubemos; que amemos nossos inimigos; que nos arrependamos; que sejamos santos. Esse aspecto da vontade de Deus é revelado em sua Palavra bem como em nossa consciência, por meio da qual Deus escreveu sua lei moral em nosso coração.

Suas leis, quer se encontrem na Bíblia ou em nosso coração, são obrigatórias. Não temos autoridade para violar esta vontade. Temos o poder ou a capacidade de obstruir a vontade perceptiva de Deus, embora nunca tenhamos o direito de fazê-lo. Tampouco podemos justificar nosso peado, dizendo: "O que será, será.". Pode ser a soberania de Deus ou sua vontade soberana que nos "permite" pecar, quando ele fez sua vontade soberana acontecer por meio das ações pecaminosas das pessoas. Deus determinou que Jesus fosse traído pela instrumentalidade da traição de Judas. Mas isso não tornou seu pecado menos vil e desleal. Quando Deus "permite" que violemos sua vontade preceptiva, isso não deve ser entendido como uma permissão no sentido moral de conceder-nos ele um direito moral. Sua permissão nos dá o poder para pecar, mas não direito de fazê-lo.

A terceira maneira pela qual a Bíblia fala sobre a vontade de Deus refere-se à vontade dispositiva de Deus. Essa vontade descreve a atitude de deus. Ela define o que lhe é agradável. Por exemplo, Deus não tem prazer na morte do ímpio, ainda que certamente queira ou decrete a morte do ímpio. O prazer supremo de Deus está em sua própria santidade e justiça. Quando julga o mundo, ele tem prazer na defesa da sua própria e integridade, embora não fique feliz, no sentido de ter prazer, na vingança contra aqueles que recebem seu juízo. Deus alegra-se quando nós encontramos nosso prazer na obediência. Ele se entristece profundamente quando somos desobedientes.

Muitos cristãos ficam preocupados ou mesmos obcecados em descobrir "a vontade" de Deus para sua vida. Se a vontade que buscamos é sua vontade secreta, oculta ou decretiva, então nossa busca será inútil. O conselho secreto de Deus é seu segredo. Ele não tem prazer em nos revelar isso. Longe de ser um sinal de espiritualidade, a busca pela vontade secreta de Deus é uma invasão injustificável de sua privacidade. O conselho secreto de Deus não é de nossa conta. Essa é a razão parcial por que a Bíblia tem uma visão tão negativa dos cartomancia, necromancia e outras formas de práticas proibidas.

Seríamos sábios em seguir o conselho de João Calvino; ele disse: "Quando Deus facha seus santos lábios, eu desisto de inquirir". O verdadeiro sinal de espiritualidade é visto naqueles que buscam conhecer a vontade de Deus que é revelado em sua vontade perceptiva. Esta é aquela pessoa piedosa que medita na lei do Senhor dia e noite. Enquanto buscamos ser "guiados" pelo Espírito  Santo, é vital que tenhamos em mente que o Espírito Santo primeiramente quer nos guiar na justiça. Somos chamados para viver nossa vida por meio de toda palavra que sai da boca de Deus. Sua vontade revelada é de nossa contra; na verdade, deve ser o assunto principal em nossa vida.

Sumário

1. Os três significados da vontade de Deus:

(a) A vontade soberana decretiva é a vontade pela qual Deus faz com que tudo o que decreta aconteça. Ela é oculta de nós até que aconteça.

(b) A vontade perceptiva é a lei revelada de Deus, ou seus mandamentos, os  quais temos o poder, mas não o direito de violar.

(c) A vontade dispositiva descreve a atitude ou a disposição de Deus. Ela revela o que o agrada.


Autor:  R. C. Sproul
Fonte: 1º Caderno Verdades Essenciais da Fé Cristã – R.C.Sproul. Editora Cultura Cristã.

quarta-feira, 3 de abril de 2013


Amor
O Amor é  básico na Conduta Cristã


"O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo suporta." 1 Coríntios 13.4-7

O Cristianismo do Novo Testamento é essencialmente resposta à revelação do Criador como um Deus de amor. Deus é um Ser tríplice que ama de tal maneira os humanos incrédulos que o Pai de seu Filho, o Filho deu sua vida, e Pai e Filho juntos agora dão o Espírito para salvar os pecadores da  miséria inimaginável e leva-los à glória inimaginável. A crença nesta maravilhosa realidade do amor divino e a sujeição a ele geram e sustentam o amor das criaturas a Deus e ao próximo, que os dois grandes mandamentos de Cristo requerem.

"Um deles, perito na lei, o pôs à prova com esta pergunta: 'Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?'  Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.35-40).
Nosso amor consiste em expressar nossa gratidão pelo gracioso amor de Deus por nós, e ser moldados por ele.

"Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo" (Ef 4.32).

"e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus" (Ef 5.2).

O selo de legitimidade da vida cristã é, pois, o amor cristão. A medida e teste do amor a Deus é a obediência sincera e completa; a medida e o teste do amor do nosso próximo é dar a nossa vida por eles.

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3.16).

"O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos" (Jo 15.12-13).

"Porque nisto consiste o amor a Deus: obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados" (1 João 5:3).

"Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos." (João 14:15)

"Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele"  (João 14:21).

"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada" (João 14:23).

Este amor sacrificial envolve dar-se, consumir-se e empobrecer-se até o limite do bem-estar do próximo. A história contada por Jesus da bondade do samaritano para com o odiado judeu permanece como sua definição-modêlo do amor ao próximo.

"Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna? " "O que está escrito na Lei? ", respondeu Jesus. "Como você a lê? " Ele respondeu: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’". Disse Jesus: "Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá". Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: "E quem é o meu próximo? " Em resposta, disse Jesus: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto. Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’. "Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? ""Aquele que teve misericórdia dele", respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: "Vá e faça o mesmo" (Lc 10.25-37).

O amor ao próximo está caracterizado em "O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, nãose ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará" (1Cor 13.4-8). Sua total falta de egoísmo é comovente. O amor ao próximo busca o bem do próximo, e sua verdadeira medida é o quanto ele dá para esse fim.

O amor é um princípio de ação e não de emoção. É um propósito de honrar e beneficiar a outra parte. É uma questão de dar coisas para as pessoas por pura compaixão de sua necessidade, que sintamos ou não afeição pessoal por elas. É por seu amor ativo aos outros que os discípulos de Jesus devem ser reconhecidos.

 "Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.34,35).

Deus abençoe.

terça-feira, 2 de abril de 2013



 A Igreja

"Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos" (1 Co 12.12-14).
"Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito" (Ef 2.19-22).
"Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4:1-5).
"Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia" (Cl 1.18).
"Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: "A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro" (Ap 7.9-10).
A Igreja refere-se a todas as pessoas que pertencem ao Senhor, aquelas que foram compradas pelo sangue de Cristo. Várias outras imagens e expressões são também usadas para definir ou descrever a Igreja. Ela é chamada o Corpo de Cristo, a família de Deus, o povo de Deus, os eleitos, a noiva de Cristo, a comunidade dos remidos, a comunhão dos santos, o novo Israel, entre outros.

A palavra do Novo Testamento para igreja, da qual extraímos nossa palavra eclesiástico significa "os chamados para fora". A igreja é vista como uma assembléia ou reunião dos eleitos, aqueles a quem Deus chama do mundo, separando-os do pecado, para um estado de graça.

A igreja na terra é sempre aquilo que Agostinho chamou de "um corpo misto"; por isso temos de fazer uma distinção entre a igreja visível e igreja invisível. Na igreja visível (que consiste dos que fazem profissão de fé, são batizados e arrolados como membros da igreja institucional), Jesus indicou que haveria joio crescendo junto com o trigo. Embora a igreja seja "santa", sempre há uma mistura profana nela nesta dispensação. Nem todos os que honram a Cristo com seus lábios o honram também com seu coração. Visto que só Deus pode lê o coração humano, os verdadeiros eleitos lhe são visíveis, mas em certa medida nos são invisíveis. A igreja invisível é transparente, mas completamente visível a Deus. È tarefa dos eleitos tornar visível a igreja invisível.

A igreja  é una, santa, católico e apostólica. A igreja é uma só. Embora fragmentados em denominações, os eleitos são unidos por um só Senhor, uma só fé e um só batismo. A igreja é santa porque é santificada por Deus e habitada no sentido em que seus membros estão espalhados por toda a terra, incluindo pessoas de todas as nações. A igreja é apostólica no sentido em que o ensino dos apóstolos, com o contido na Sagradas Escrituras, é o fundamento da igreja e a autoridade pela qual é governada.

É tarefa e privilégio de cada cristão viver unido à igreja de Cristo. É nossa responsabilidade solene não negligenciar a assembléia dos santos quando se reúnem em culto, viver sob a liderança e a disciplina da igreja e estar ativamente envolvidos como testemunhas em sua missão.

A igreja se caracteriza mais como um organismo do que como uma organização. Ela é formada por partes vivas. É chamada o Corpo de Cristo. Assim como o corpo humano é organizado para funcionar em unidade, pela cooperação e interdependência das muitas partes, assim também a Igreja, como  um corpo, revela a unidade e diversidade. Embora governado por uma "cabeça" - Cristo -, o corpo tem muitos membros, cada um deles dotados e investidos por Deus a fim de contribuir para a obra de todo o corpo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Só há um Deus.





As Escrituras deixam bem claro que só existe um único Deus. As três diferentes pessoas da Trindade são um não apenas em propósito e em concordância no que pensam, mas um em essência, um na sua natureza essencial. Em outras palavras, Deus é um só ser. Não existem três Deuses. Só existe um Deus.


Uma das passagens mais conhecidas do Antigo Testamento é Deuteronômio 6.4-5: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças."

Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas? (Ex 15.11),

a resposta obviamente é: "ninguém. Deus é único, e não há ninguém como ele nem pode haver ninguém como ele. De fato, Salomão ora "para que todos os povos da terra saibam que o Senhor é Deus, e que não há outro." (1 Rs 8.60).

Quando Deus fala, repetidamente deixa claro que ele é o único Deus verdadeiro; a idéia de que existem três Deuses a adorar, e não um só, seria impensável diante de declarações tão veementes. Só Deus é o únicos Deus verdadeiro, e não há nenhum outro como ele. Quando ele fala, só ele fala - não fala como um Deus dentre três que devem ser adorados. Mas diz:

Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro. (Is 45.5-6).

Do mesmo modo, ele convoca toda a terra a olhar para ele:

Declarai e apresentai as vossas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o Senhor? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro(Is 45.21-22).

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Quem há, como eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.(44.6-8).


O Novo Testamento também afirma que só há um Deus. Escreva Paulo: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." (1 Tm 2.5). Paulo afirma que "Deus é um só" (Rm 3.30) e que "há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos" (1 Co 8.6).

Por fim, Tiago admite que até os demônios reconhecem que só há um Deus, ainda que essa aceitação intelectual do fato não seja suficiente para salvá-los: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem." (Tg 2.19). Mas nitidamente Tiago afirma que "faz bem" quem crê que "Deus é um só".

Soli Deo Gloria – Somente glória a Deus


“Prega a Escritura é pregar a Cristo; pregar é Cristo é pregar a cruz; pregar a cruz é pregar a graça; pregar

a graça é pregar a justificação; pregar a justificação é atribuir o todo da salvação à glória de Deus e responder a essa Boa Nova em grata obediência por meio de nossa vocação no mundo.” (Michael Horton,
“Os Sola’s da Reforma” in Reforma Hoje, Editora Cultura Cristã, 1999, pág. 124).

Essa frase de Michael
Horton resume bem o que representam os sola’s da Reforma. Tudo resulta na glória de Deus. Todas a glória é devida ao seu nome. Deus revelou-se através das Escrituras; enviou seu Filho para morrer no lugar de seus escolhidos; concedendo, somente por sua graça, a salvação pela fé. Os alcançados pela graça
divina rendem louvores em espírito e em verdade ao Deus Todo-Poderoso.

Devemos nos perguntar se reconhecemos de fato que somente Deus é digno de adoração. É isso que

transparece em nossos cultos? Neles, exalta-se o nome de Deus, ou o “grande” pregador, o pastor que
cura, o conjunto musical? Os pregadores, em seus púlpitos, estão preocupados em render glória a Deus
por meio de sua pregação ou somente em fornecer mensagens “confortadora” para o rebanho, que sirvam
como um momento de “relaxamento” e “descontração”? Devemos ter em mente que toda glória deve ser
dada somente a Deus.