quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Graça irresistível

  “Nenhuma doutrina é tão planejada para preservar o homem do pecado quanto a doutrina da graça” C. H. Spugeon.




Quem busca quem? É o homem que busca a Deus ou Deus que busca ao homem? É Deus que 
busca primeiro ao ser humano. Deus ao buscar ao ser humano então o desperta, para que ele também o busque, porem como uma resposta ao chamado e capacitação divina, sem esse 
chamado e essa capacitação divina o ser humano não buscaria a Deus, nunca buscaria a Deus.  


  • “Deus jamais encontrará em nós algo digno do seu amor, senão que Ele nos ama porque é bondoso e misericordioso” João Calvino.

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3). Éramos pecadores mortos em nossos deleites e pecados, desprovidos totalmente da graça de Deus merecedores do inferno. Deus não força ao homem a servi-lo e nem o intimida a segui-lo. Mas com amor eterno Ele nos atraiu para si sendo nós indigno do seu amor. Esse amor eterno de Deus não começou ontem, não parte de nós é um amor antes de nós existirmos. Deus esta dizendo para Israel e para seu povo que esse amor é anterior a nós mesmo “Com benignidade te atrair.” “Pois quem jamais resistiu à sua vontade?” (Rm 9.19). O chamado eficaz da graça certamente é irresistível.
O que significa graça irresistível? Sabemos que quando o chamado do evangelho ocorre em uma igreja, ou ao ar livre, ou pela leitura da Palavra de Deus, nem todos atendem. Nem todos ficam persuadidos do pecado e sua necessidade de Cristo. Isso explica o fato de haver dois chamados. Não somente há o chamado exterior, existi também o chamado interior. O exterior pode ser descrito como “palavra do pregador”, e quando ocorre pode operar de modos diferentes em diferentes corações, produzindo uma série de diferentes resultados. Uma coisa não fará, entretanto, não operará obra de salvação no coração do pecador. Para que seja forjada a obra de salvação, o chamado exterior precisa ser acompanhado pelo chamado interior do Espirito santo de Deus, pois é Ele que “convence do pecado, da justiça e do julgamento”. E quando o Espirito Santo chama um homem, ou mulher ou jovem pro Sua graça, esse chamado é irresistível: não pode ser frustrado, é a manifestação da graça irresistível de Deus. Isso é provado vezes e mais vezes na Palavra vivificadora de Deus, como por exemplo, nos versículos e trechos da Bíblia que seguem:

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).

Notemos que são aqueles que o pai “dá a Cristo” – os eleitos – que virão a Ele; e quando vierem não serão lançados fora.

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44).

“Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5.40).

Aqui nosso Senhor está simplesmente dizendo que é impossível aos homens virem a Ele por si mesmo; o Pai tem que atraí-los. Por natureza, nenhum homem quer vir a Cristo, pois o texto diz: “não quereis vir a mim para terdes vida”. Eu lhes digo, poderia pregar a vocês a vida toda e tomar emprestada a eloquência de Demóstenes ou de Cícero, mas vocês não desejariam vir a Cristo. Poderia lhes implorar de joelhos, com lagrimas nos meus olhos, e mostrar os horrores do inferno e o gozo do céu, como expor a sua própria condição de perdidos e a suficiência de Cristo, porém nenhum de vocês viria a 

Cristo por sua própria vontade, a não ser que o Espirito de Cristo o atraísse. É verdade que todos os homens, em sua condição natural, não virão a Cristo.

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim” (Jo 6.45).

Os homens podem ouvir o chamado exterior; mas são aqueles “ensinados por Deus” que responderão e virão a Cristo. Assim foi com Simão Pedro: “Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (Mt 16.17).

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14)

“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça...” (Gl 1.15).

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1Ped 2.9).
“E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá” (1Ped 5.10).

Uma ilustração notável desse ensinamento de graça irresistível, ou chamado eficaz, certamente é o incidente sobre o qual lemos em Atos, capítulo 16. O apóstolo Paulo ensinava o evangelho a um grupo de mulheres às margens do rio em Filipos; e enquanto o fazia, “uma certa mulher chamada Lídia... nos ouvia, e o Senhor lhes abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia:”. Paulo, o pregador, falou aos ouvidos de Lídia – o chamado exterior; mas o Senhor falou ao coração de Lídia – o chamado interior de graça irresistível. Alguns creem que homens e mulheres podem resistir ao chamado do evangelho de Deus, e de fato o fazem, contestando, portanto a existência de uma doutrina como a da graça irresistível. Acreditamos que não somente os homens e mulheres podem resistir ao evangelho de Deus, mas de fato o fazem, e tem que fazê-lo em decorrência de suas naturezas. Assim, há necessidade de existir uma doutrina como a da graça irresistível. Em outras palavras, alguma influência maior que a nossa natureza – maior que a nossa resistência – precisa penetrar nossas almas, ou estaremos perdidos para sempre, pois “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1Co 2.14). Existem três grandes forças trabalhando na salvação do homem:
          
           1. A vontade do homem.
           2. A vontade do diabo.
           3. A vontade de Deus.

Qual será a vitoriosa? Se a vontade de Deus não for vitoriosa na questão de nossa salvação, então a vontade do diabo o será, pois o diabo é mais forte do que nós. Thomas Watson, um puritano do século XVII, coloca a questão nestas palavras:

 “Deus segue em frente conquistando na carruagem de Seu evangelho... Conquistando o orgulho do coração, e faz a vontade que se manteve como um Fort Royal contra Ele se entregar e se inclinar à Sua graça; faz o coração duro sangrar. Oh, é um chamado poderoso! Porque então alguns homens parecem falar de uma persuasão moral? Por que dizem que Deus na conversão de um pecador só persuade moralmente e nada mais? Se Deus na conversão persuadisse só moralmente, então não apresentaria um poder tão grande na salvação dos homens quanto o diabo na destruição deles”.
De quem será a vontade vitoriosa? Nossa vontade? Mas não é ela que realmente se coloca como um 

“Fort Royal” contra o Senhor? “Não quereis vir a mim para terdes vida”. A vontade do diabo? Então quem será salvo, pois sua vontade sempre será mais forte que a nossa? Mas não será isso o evangelho, que “um mais forte do que o forte” apareceu, conquistando e para conquistar na carruagem de seu evangelho? E Ele conquista! Conquista Satanás, e o homem insignificante também, para a glória de Sua graça irresistível.

Não podemos simplesmente ignorar essa maravilhosa doutrina, não podemos fechar os olhos diante dessas verdades expostas na Palavra de Deus. Bíblia.    







quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



Deus condena toda idolatria 






As Escrituras condenam toda idolatria como má. Os ídolos são ridicularizados como entidades ilusórias.

"Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.
Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem;
têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam;
som nenhum lhes sai da garganta" (Sl 115.4-7).

"Todos os artífices de imagens de escultura são nada, e as suas coisas preferidas são de nenhum préstimo; eles mesmos são testemunhas de que elas nada vêem, nem entendem, para que eles sejam confundidos. Quem formaria um deus ou fundiria uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus seguidores ficariam confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos e se apresentem, espantem-se e sejam, à uma, envergonhados.
O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma um ídolo a martelo e forja-o com a força do seu braço; ele tem fome, e a sua força falta, não bebe água e desfalece. O artífice em madeira estende o cordel e, com o lápis, esboça uma imagem; alisa-a com plaina, marca com o compasso e faz à semelhança e beleza de um homem, que possa morar em uma casa. Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro, e a chuva o faz crescer. Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz. Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender. Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer: Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore? Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?" (Is 44.9-20)

Mas, não obstante, escravizam seus cultuadores em cega superstição.
" Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?" (Is 44.20).

Paulo acrescenta que os demônios operam através dos ídolos, fazendo deles uma ameaça espiritual.

"No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus. Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele" (1Co 8.4-6).

"Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios" (1Co 10. 19-21).

As advertências bíblicas contra a idolatria devem ser levadas a sério na cultura ocidental pós-cristã, que está disposta a preencher o vácuo espiritual que o povo sente abraçando o sincretismo religioso, a bruxaria e experimentos com o ocultismo.

"Portanto, meus amados, fugi da idolatria" (1Co 10.14).

"Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.
Cristo é verdadeiro Deus e deve ser adorado
Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1Jo 5.19-21).


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


O SINCRETISMO RELIGIOSO DOS EVANGÉLICOS BRASILEIROS





Sincretismo é a fusão ou mistura de religiões ou filosofias estranhas, ou seja, é o processo pelo qual aspectos de uma religião são assimilados ou misturados com outra, levando a mudanças fundamentais em ambas. 

O Dr. R. C. Sproul nos revela que este é um problema antigo: 

No Antigo Testamento, Deus esta profundamente preocupado com a pressão e a tentação do sincretismo. Enquanto o povo de Israel se movia em direção à Terra Prometida, foi confrontados com religiões pagãs. Os deuses cananeus, Baal e Aserá, tornaram-se objetos da devoção dos israelitas. Posteriormente, o povo de Deus adorou os deuses nacionais da Assíria e Babilônia. A Lei de Deus advertia claramente a Israel não somente contra abandonar o Senhor Deus por outros deuses, mas também contra adorar deuses juntamente com o verdadeiro Deus. Os profetas advertiam quanto aos juízos que viriam porque o povo modificava sua fé para acomodar doutrinas e práticas estrangeiras. (R. C. Sproul, 3º Caderno).
Embora haja um único Deus e uma só verdadeira fé, como ensina a Bíblia, o mundo apóstata (Rm 1.18-25) tem estado sempre repleto de religiões. Desde longa data o mundo insiste em praticar o sincretismo (assimilação de crenças e práticas de uma religião por parte de outra), prática esta que existe ainda hoje. Na verdade, essa prática tem revivido em nosso tempo por meio de renovadas tentativas de unir todas as religiões e através de persistente amálgama (Mistura de elementos diversos que contribuem para formar um todo) de idéias orientais e ocidentais que surgem e alcançam popularidade.
A pressão em favor da transgênica não é nova. Depois de entrar em Caanã, Israel foi constantemente tentado a absorver, no culto ao Senhor, o culto aos deuses e deusas cananéias da fertilidade e também a fazer imagens do próprio Senhor - ambas as práticas proibidas na lei (Êx 20. 3-6).
A questão espiritual em pauta era se Israel se lembraria de que o Deus da aliança lhes era todo - suficiente e de que Deus revindicaria exclusividade lealdade do povo, tornando o culto a outros deuses um adultério espiritual (Jr 3; Ez 16; Os 2). Nesse teste, a nação foi reprovada com freqüência.     

E que perdurou no tempo do Novo Testamento: 


O período do Novo Testamento foi marcado por um sincretismo difuso. À medida que o Império Grego se expandia, seus deuses se mesclavam com os deuses nativos das nações conquistadas. O Império Romano também era receptivo a toda sorte de cultos e religiões místicas. O cristianismo não ficou incólume. Os pais da Igreja não só difundiram o evangelho, mas também lutaram para proteger sua integridade. O maniqueísmo (filosofia dualística que via o físico como sendo mau) insinuou-se em algumas doutrinas. O docetismo (ensino que negava que Jesus tinha um corpo físico) foi um problema mesmo enquanto o Novo Testamento estava sendo escrito. Muitas formas de neoplatonismo fizeram um esforço consciente para combinar os elementos da religião cristã com a filosofia platônica e o dualismo oriental. A história dos credos cristãos é a história do povo de Deus buscando separar-se das tramas das religiões e filosofias pagãs. Todas as gerações de cristãos enfrentam a tentação do sincretismo. (Idem)


Assim como nos dias hodiernos: 


A igreja hoje ainda enfrenta o mesmo problema. Filosofias não-cristãs, como o marxismo ou o existencialismo buscam o poder do cristianismo enquanto renunciam àquilo que é unicamente cristão. O sincretismo continua sendo poderosa ferramenta para separar Deus de seu povo. (Idem).



O Dr. Nicodemus demonstra o problema no Brasil falando sobre o misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados, ele revela o seguinte: 


O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afrobrasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas,pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos. (A. Nicodemus Lopes, p.25)


Significa dizer que a religião evangélica brasileira só pode ser compreendida a partir de uma avaliação das suas raízes originais da colonização européia e sua mistura com os povos indígenas. A sua primeira fusão ocorre entre o Catolicismo Português e a religião indígena presente no Brasil pré-descobrimento, com suas crenças e superstições, para depois unirem-se a mística umbandista dos negros escravos trazidos da África (Hahn, Carl Joseph p. 19). O resultado da união dessas três matizes é um povo extremamente supersticioso e espiritualista, com alma profundamente mística. Dessa forma o povo brasileiro tem sua formação religiosa oriunda de uma fusão de religiões. 
Um estudo mais profundo dos evangélicos brasileiros pode facilmente identificar traços de catolicismo medieval (indulgências, simonias, mediação de homens...) e dos cultos africanos e indígenas (danças, recebimento de espíritos, poções para banho, amuletos...). 

Modernamente há uma mistura geral dessas crenças antigas com os cultos pagãos de adivinhadores e prognosticadores, algo que foi proibido pela Igreja Primitiva e pela Palavra (Dt. 18.10-14; Mc. 5.12). Por exemplo, no segundo século começam a ocorrer as primeiras heresias na igreja primitiva, no ano 150, aproximadamente, um movimento chamado Montanismo aparece no cenário e foi considerado como heresia pelos Pais Apostólicos. O historiador Dr. Alderi Souza de Matos diz o seguinte sobre esta seita: 


Movimento de natureza carismática ou entusiástica — o primeiro da história da Igreja — surgido na Frigia, Ásia Menor, pouco após a metade do século II. Seus líderes eram Montano, um cristão que alegava ser o instrumento do Paráclito (o Espírito Santo), e duas profetizas, Priscila e Maximila. Denominado "Nova Profecia" por seus adeptos, o movimento visava preparar o caminho para a iminente volta de Cristo e o milênio. A Igreja devia ter uma vida moral rigorosa e sofrer o martírio. Por entenderem que eram dirigidos diretamente pelo Espírito, os montanistas se inclinavam a desprezar a Igreja institucional, atraindo a oposição dos seus líderes. Sob pressão intensa, o movimento sobreviveu no norte da África até o século V e na Frigia até o VI. (Matos, p.40).



Significa, então, dizer que o movimento foi visto como herético pelos discípulos dos apóstolos, ou seja, a Igreja Verdadeira! Isso porque ainda era a segunda geração, possivelmente os filhos dos apóstolos e das testemunhas do Cristo homem estavam vivos, pois estava muito próximo da ascensão de Jesus, apenas a segunda ou terceira geração. Portanto, se os Pais apostólicos não aceitaram o aparecimento de um homem que se dizia falar pelo Paráclito Eterno - O Espírito Santo de Deus – e as duas mulheres que “profetizavam” no culto, porque hoje existem tantas pessoas fazendo isso? Justamente porque ocorreu a mesmíssima coisa na Rua Azusa em Los Angeles, Califórnia. Um pastor afro-americano filhos de escravos chamado William Joseph Seymour que no dia 14 de Abril de 1906 em um prédio que pertencia a Igreja Metodista Episcopal Africana recebeu o Espírito Santo com todo o seu poder e a partir daí todos começaram a buscar este batismo. 

A grande pergunta é: Se a Igreja Primitiva não aceitou o movimento carismático no segundo século, por que o da rua Azuza foi aceito no início do século passado? 
Primeiro quero deixar claro que nada tenho a dizer sobre o Rev. Seymour, segundo relatos da época homem ilibado e correto. A minha queixa é contra a falta de senso histórico; o esquecimento do passado; o não abandono das religiões pagãs para seguir o cristianismo autêntico; o desejo pelas religiões místicas que falam do oculto e sobre o futuro; o abandono das Escrituras para preferir as “profecias” dos homens e a falta de conhecimento bíblico daqueles que transformaram o que ocorreu na Rua Azuza em algo muito mais parecido com o candomblé e o espiritismo do que parecido com o derramamento do Espírito da Escritura (At. 2.1-41). 

Vindo para os dias de hoje no Brasil, é impressionante como há uma fusão; centros espíritas, cultos afros, igrejas pentecostais, neo-pentecostais e católicas carismáticas, são tão parecidas que seus cultos têm os mesmos elementos. Em todas há músicas (em alguns as mesmas), há danças no espírito, momentos de revelação e o falar em mistérios, isso sem falar das correntes e campanhas que servem para obtenção do favor de Deus . 
O que é isso, senão sincretismo?! 
Uma pena que muitos estejam cegos para ver. 

E olhe que eu nem falei das correntes filosóficas! 
Que Deus nos ajude. 

Bibliografia: 
Alderi Souza de Matos, Fundamentos da Teologia Histórica, Ed. Mundo Cristão, 2008. 
Bíblia de estudo de Genebra, Editora Cultura Cristã.
Augustus Nicodemos Lopes, O que Estão Fazendo com a Igreja, Ed. Mundo Cristão. 
Carl Joseph Hahn, História do Culto Protestante no Brasil, São Paulo, ASTE, 1989. 
R. C. Sproul, 3º Caderno Verdades Essenciais da Fé Cristã, Editora Cultura Cristã, Apud.http://sites.google.com/site/estudosbiblicossolascriptura/Home/10a-vida-crista/10-a-vida-crista---pagina-02.

domingo, 9 de dezembro de 2012



"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Rm 8.28) A melhor evidência escrita registra esse versículo como "sabemos que Deus faz com todas as coisas..." bem. Em sua providência, Deus orquestra cada acontecimento da vida, mesmo o sofrimento, a tentação e o pecado, para trazer tanto beneficio passageiros como eterno. "que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem" (Dt 8. 15-16).
“Chamados” texto grego registra isso como três privilégios distintos.

1)   Deus amou os seus.
“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5).

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8.35).
“para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Ef 1.6).

“4Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou 5e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Ef 2.4-5).

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.” (1Jo 3.1).

2) Ele estendeu a eles não apenas o convite geral e exterior para crer, mas o seu chamado efetivo “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, 
e não há outro” (Is 45.22).

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).

“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” (Ez 33.11).

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37).

 “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (Ap 22.17), mas o seu chamado efetivo – ou atrair para si todos aqueles que ele escolheu para salvação. 

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.3).

“13Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, 14para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2Ts 2.13-14).

“que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9).

3) Deus separou os cristãos do pecado para si, de modo que eles são santos.

“16Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” (1Cor 3.16-17).

“5também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. 6Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. 7Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 9Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1Pe 2.5-9). 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.”(Tg 5.14). Nos tempos antigos, o azeite de oliva era usado com frequência na medicina (Marcos 6.13; Lucas 10.34). Isaías lamentava a situação do povo de Deus que ele descreveu empregando a figura de uma pessoa machucada cujas feridas não foram “amolecidas com óleo” (1.6).

Tiago não tinha em mente mágica nenhuma, quando mencionou o uso do óleo. Muito menos se estava referindo ao sacramento católico de extrema-unção ou a práticas de alguns evangélicos. Tiago não escreveu sobre nenhum tipo de unção cerimonial. A palavra grega “ungir” (aleípho), empregada por Tiago, não indica unção cerimonial. A palavra comumente usada para cerimonial era “chrio”(cognata de christós, “ungido”- Cristo, o “Ungido”). A palavra “aleípho” era usada para descrever a aplicação pessoal de unguentos, loções e perfumes que em geral tinham uma base de óleo – o termo relaciona-se com lipos, “gordura”. Era empregado significando até argamassa para paredes. O vocábulo cognato exaleípho intensifica o conceito de esfregar ou aplicar óleo e dá a idéia de untar, apagar, enxugar, raspar, etc.  Aleíptes era o “treinador” que massageava os atletas numa escola de ginástica. Em português: alipta. O termo aleípho ocorria muitas vezes nos tratados de medicina. Assim é que vem à tona que o que Tiago pretendia com o uso do óleo era o emprego dos melhores recursos médicos daquele tempo. Tiago simplesmente disse que se aplicasse óleo (frequentemente usado como base de misturas de várias ervas medicinais) no corpo e que se fizesse oração.

O que o escritor bíblico defendia era o emprego da medicina aceita e consagrada. Nessa passagem ele apregoou que as doenças fossem tratadas com recursos médicos acompanhados de oração. Ambos os elementos devem ser usados juntos; nenhum deles deve excluir o outro. Portanto, ao invés de ensinar a cura pela fé, independente do uso de medicamentos, a passagem ensina justamente o contrário. Mas quando se usam medicamentos, estes devem ser usados conjuntamente com a oração. Aí está a razão por que Tiago disse que a oração da fé cura o doente. Os líderes (Presbíteros – ou pastores) da igreja deveriam tomar providência, talvez por estes feridos estarem envolvidos na obra da igreja.

O fato de Deus poder curar e algumas vezes mesmo sem o emprego de meios, não nos deve pensar que recorrer à medicina é desonrá-lO. O  não-crente usa a medicina sem oração; o crente pode usar a oração com a medicina, contudo ambos, afinal, dependerão de Deus.


Por: Rev. Ronaldo P Mendes

quinta-feira, 26 de julho de 2012


UMA VEZ SALVO , SALVO PARA SEMPRE?

O que leva uma pessoa a dar as costas para Cristo? Qual motivo, circunstância ou razão pode levar a tal ato de desprezo? E quando uma pessoa que confessa Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador age assim? A verdade é que essa pessoa nunca foi convertida. Ela vai ao culto simplesmente por ir, para fazer algo no domingo ou durante a semana. Há pessoas que desprezam o culto, não lhe dão o seu devido valor. Essas pessoas assistem o culto em vez de participarem do culto. Como “telespectadores”, elas assistem um culto como assistem a uma festa, a uma representação teatral, a um filme. Dessa forma, durante o culto elas se resumem a ver, ouvir e emocionar-se e, na saída, podem ficar tristes, alegres ou apáticas com a apresentação assistida, conforme seus gostos e opiniões pessoais. Nada justifica que uma pessoa que diz ser salva se separe do amor de Cristo, a não ser pelo motivo dessa pessoa nunca ter sido salva de verdade.
A Bíblia diz: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: ‘Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro’. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”(Rm 8.35-39)
“Esta é a marca que distingue o crente: que ele pertence a Cristo; que é perseverante nas coisas de Cristo; que procura ‘fazer cada vez mais firme a (sua) vocação e eleição’. O crente em Cristo pode cair em tentação, mas o Senhor ‘... não (o) deixará tentar acima do que (pode), antes com a tentação dará também o escape’ de modo que o crente saia dela e prossiga de novo nas coisas que dizem respeito a Salvação para a glória de Cristo.” (W. J. Seaton)    
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.28-31).
Nada separará os eleitos do amor de Cristo! Nossa salvação esta garantida em Cristo Jesus, a Bíblia é clara  em dizer que os que de antemão conheceu, também os predestinou e chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Nao há mérito humano e sim toda honra e toda glória seja dada Deus, pois pela sua Soberana vontade nos reconciliou consigo mesmo.