domingo, 9 de dezembro de 2012



"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Rm 8.28) A melhor evidência escrita registra esse versículo como "sabemos que Deus faz com todas as coisas..." bem. Em sua providência, Deus orquestra cada acontecimento da vida, mesmo o sofrimento, a tentação e o pecado, para trazer tanto beneficio passageiros como eterno. "que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira; que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem" (Dt 8. 15-16).
“Chamados” texto grego registra isso como três privilégios distintos.

1)   Deus amou os seus.
“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5).

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8.35).
“para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Ef 1.6).

4Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou 5e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Ef 2.4-5).

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.” (1Jo 3.1).

2) Ele estendeu a eles não apenas o convite geral e exterior para crer, mas o seu chamado efetivo “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, 
e não há outro” (Is 45.22).

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).

“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” (Ez 33.11).

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37).

 “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (Ap 22.17), mas o seu chamado efetivo – ou atrair para si todos aqueles que ele escolheu para salvação. 

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.3).

13Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, 14para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2Ts 2.13-14).

“que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9).

3) Deus separou os cristãos do pecado para si, de modo que eles são santos.

16Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” (1Cor 3.16-17).

“5também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. 6Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. 7Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 9Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1Pe 2.5-9). 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.”(Tg 5.14). Nos tempos antigos, o azeite de oliva era usado com frequência na medicina (Marcos 6.13; Lucas 10.34). Isaías lamentava a situação do povo de Deus que ele descreveu empregando a figura de uma pessoa machucada cujas feridas não foram “amolecidas com óleo” (1.6).

Tiago não tinha em mente mágica nenhuma, quando mencionou o uso do óleo. Muito menos se estava referindo ao sacramento católico de extrema-unção ou a práticas de alguns evangélicos. Tiago não escreveu sobre nenhum tipo de unção cerimonial. A palavra grega “ungir” (aleípho), empregada por Tiago, não indica unção cerimonial. A palavra comumente usada para cerimonial era “chrio”(cognata de christós, “ungido”- Cristo, o “Ungido”). A palavra “aleípho” era usada para descrever a aplicação pessoal de unguentos, loções e perfumes que em geral tinham uma base de óleo – o termo relaciona-se com lipos, “gordura”. Era empregado significando até argamassa para paredes. O vocábulo cognato exaleípho intensifica o conceito de esfregar ou aplicar óleo e dá a idéia de untar, apagar, enxugar, raspar, etc.  Aleíptes era o “treinador” que massageava os atletas numa escola de ginástica. Em português: alipta. O termo aleípho ocorria muitas vezes nos tratados de medicina. Assim é que vem à tona que o que Tiago pretendia com o uso do óleo era o emprego dos melhores recursos médicos daquele tempo. Tiago simplesmente disse que se aplicasse óleo (frequentemente usado como base de misturas de várias ervas medicinais) no corpo e que se fizesse oração.

O que o escritor bíblico defendia era o emprego da medicina aceita e consagrada. Nessa passagem ele apregoou que as doenças fossem tratadas com recursos médicos acompanhados de oração. Ambos os elementos devem ser usados juntos; nenhum deles deve excluir o outro. Portanto, ao invés de ensinar a cura pela fé, independente do uso de medicamentos, a passagem ensina justamente o contrário. Mas quando se usam medicamentos, estes devem ser usados conjuntamente com a oração. Aí está a razão por que Tiago disse que a oração da fé cura o doente. Os líderes (Presbíteros – ou pastores) da igreja deveriam tomar providência, talvez por estes feridos estarem envolvidos na obra da igreja.

O fato de Deus poder curar e algumas vezes mesmo sem o emprego de meios, não nos deve pensar que recorrer à medicina é desonrá-lO. O  não-crente usa a medicina sem oração; o crente pode usar a oração com a medicina, contudo ambos, afinal, dependerão de Deus.


Por: Rev. Ronaldo P Mendes

quinta-feira, 26 de julho de 2012


UMA VEZ SALVO , SALVO PARA SEMPRE?

O que leva uma pessoa a dar as costas para Cristo? Qual motivo, circunstância ou razão pode levar a tal ato de desprezo? E quando uma pessoa que confessa Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador age assim? A verdade é que essa pessoa nunca foi convertida. Ela vai ao culto simplesmente por ir, para fazer algo no domingo ou durante a semana. Há pessoas que desprezam o culto, não lhe dão o seu devido valor. Essas pessoas assistem o culto em vez de participarem do culto. Como “telespectadores”, elas assistem um culto como assistem a uma festa, a uma representação teatral, a um filme. Dessa forma, durante o culto elas se resumem a ver, ouvir e emocionar-se e, na saída, podem ficar tristes, alegres ou apáticas com a apresentação assistida, conforme seus gostos e opiniões pessoais. Nada justifica que uma pessoa que diz ser salva se separe do amor de Cristo, a não ser pelo motivo dessa pessoa nunca ter sido salva de verdade.
A Bíblia diz: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: ‘Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro’. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”(Rm 8.35-39)
“Esta é a marca que distingue o crente: que ele pertence a Cristo; que é perseverante nas coisas de Cristo; que procura ‘fazer cada vez mais firme a (sua) vocação e eleição’. O crente em Cristo pode cair em tentação, mas o Senhor ‘... não (o) deixará tentar acima do que (pode), antes com a tentação dará também o escape’ de modo que o crente saia dela e prossiga de novo nas coisas que dizem respeito a Salvação para a glória de Cristo.” (W. J. Seaton)    
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.28-31).
Nada separará os eleitos do amor de Cristo! Nossa salvação esta garantida em Cristo Jesus, a Bíblia é clara  em dizer que os que de antemão conheceu, também os predestinou e chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Nao há mérito humano e sim toda honra e toda glória seja dada Deus, pois pela sua Soberana vontade nos reconciliou consigo mesmo.

sábado, 30 de junho de 2012




  



    BUSCAR O PRAZER EM DEUS MINA
O ORGULHO E A AUTOCOSMISERAÇÃO
Contra todo o orgulho humano, “Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas... a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co 1.28-29). Qualquer visão da vida cristã que alega confirmação Bíblica deve ser inimiga do orgulho. Este é um dos grandes valores da busca do prazer cristão. Ele mina o poder do orgulho.
O orgulho é o principal mal no universo. O Senhor não deixa duvidas sobre como Ele se sente a respeito: “Odeio o orgulho e a arrogância...” (Pv 8.13 NVI).
A busca pelo prazer cristão combate o orgulho porque coloca o homem na categoria de vaso vazio debaixo da fonte de Deus. Filantropos podem se gabar. Os que dependem da ajuda do governo para suas necessidades básicas não podem. A principal experiência da busca pelo prazer cristão é de desamparo, desespero e anseio. Quando uma criança desamparada, perde o chão por ser carregada pela corrente do mar numa praia e seu pai o pega na hora certa, ela não se gaba; ela abraça.
A natureza e profundidade do orgulho humano são iluminadas quando a vanglória é comparada á autocomiseração. Ambas são manifestações de orgulho. A vanglória é a resposta do orgulho ao sucesso. A autocomiseração é a resposta do orgulho ao sofrimento.  A vanglória diz: “Eu mereço admiração porque eu alcancei tanto”. A autocomiseração diz: “Eu mereço admiração porque eu sofri tanto”. A vanglória é a voz do orgulho no coração do forte. A autocomiseração é a voz do orgulho no coração do fraco. A vanglória soa auto-suficiente. A autocomiseração soa sacrificial.
O motivo pelo qual a autocomiseração não parece orgulho é que ela parece tão carente. Mas esta carência vem de um ego ferido. Ela não vem de um senso de falta de valor, mas de um senso de valor que não foi reconhecido. É a resposta do orgulho não aplaudido.
Buscar o prazer cristão corta a autocomiseração pela raiz. As pessoas não sentem autocomiseração quando o sofrimento é aceito por causa de uma alegria futura.
“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.”
(Mt 5.11-12)
Esta é o machado que corta a autocomiseração pela raiz. Quando aqueles que buscam o prazer cristão têm de sofrer por causa de Cristo, eles não se valem de seus próprios recursos como se fossem heróis. Eles se tornam como criancinhas que confiam na força de seu pai e que querem a alegria de sua recompensa. Os maiores sofredores por Cristo sempre desviaram o louvor e a pena por testemunharem sua alegria em Cristo. Nós veremos isso especialmente na vida de missionários.
É possível ver esse princípio funcionar continuamente na vida dos salvos. Outrora um professor de seminário, por exemplo, guardava a porta da geladeira de uma igreja. Uma vez, quando participava de um culto, o pastor o louvor pela sua disposição em servir neste papel tão despercebido mesmo tendo doutorado em teologia. O professor humildemente desviou e abrandou o louvor dirigido a ele ao citar o Salmo 84.10; “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar á porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade”.
Em outras palavras: “Não pense que eu estou superando grandes obstáculos da inclinação da minha carne para guardaras portas do santuário, como se fosse um herói. A palavra de Deus diz que isto me trará grande alegria! Eu estou aumentando minha alegria em Deus”. Nós não sentimos pena ou louvamos de forma excessiva àqueles que estão simplesmente fazendo aquilo que os tornará mais felizes: E mesmo quando vemos até isso como virtude, nossa admiração será desviada para o Tesouro que satisfaz nossas almas; não somente para a satisfação em si mesma. Desfrutar daquele que pode ser desfrutado para sempre não é um grande feito. A não ser que estejamos espiritualmente mortos. Nesse caso, a solução é a ressurreição, e só Deus ressuscita os mortos. O que nos resta é respirar o doce ar da graça do lado de fora do túmulo.
Nós não sentimos pena ou louvamos de forma excessiva àqueles que estão simplesmente fazendo aquilo que os tornará mais felizes.
A maioria das pessoas reconhece que fazer algo porque os faz felizes – mesmo em nível horizontal – é uma experiência que traz humildade. Um homem de negócios, por exemplo, pode levar alguns amigos para jantar. Quando ele pega a conta, seus amigos começam a dizer quão bom é da parte dele pagar a conta para eles. Mas ele simplesmente levanta sua mão com um gesto de “pare”. Dai, ele diz: “ É um privilégio para mim”. Em outras palavras, se eu fizer uma boa ação pelo prazer contido nela, o impulso do orgulho se quebra. A quebra desse impulso é a vontade de Deus, e é um dos motivos por que buscar o prazer cristão é tão essencial para a vida cristã.

segunda-feira, 11 de junho de 2012




O culto

A reunião que os fiéis servos de Deus realizam para adorar o Senhor de toda a terra denominamos – privilegio de expressar seu sentimento de gratidão e de louvor para com o Pai Celestial e para com seu Filho, Jesus Cristo. É também um testemunho de fé no Salvador.
Nenhuma pessoa que diga crente em Jesus Cristo deixará a reunião do culto por motivos banais, motivos que não possam ser apresentados a Deus.
O culto é a preciosa hora de reunião dos crentes, tornando efetiva a comunhão de uns com os outros na mesma fé, e é também o momento solene de encontrarem com o Senhor, todos juntos, em espirito e em verdade.
Há pessoas que desprezam o culto, não lhe dão o devido valor; não alcançam desenvolvimento espiritual suficiente para compreender a sua significação e seu valor para a alma do adorador. Essas pessoas assistem o culto em vez de participar do culto.
Assistimos a uma festa, a uma representação teatral, a um filme; nisto a parte do assistente consiste em ver, ouvir e emocionar-se, e, retirando-se, pode sair triste, alegre ou apático, sem que dele se exija outra coisa.
Do participante do culto exige-se que tenha uma reação espiritual em cada parte, e, ainda, que ao sair da reunião sinta a presença do Senhor.
Podemos encontrar as razões do culto em toda a palavra de Deus e, de modo especial, no livro dos Salmos. No salmo 95.1-6 encontramos as seguintes expressões: “vinde, cantemos ao SENHOR... apresentemo-nos ante a sua face com louvores... porque o SENHOR é Deus Grande, é Rei... adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou”. Por que adorar a Deus?
Por que é Senhor, é Deus grande, é Criador. No salmo 111, o poeta faz lembrar as obras do Senhor, nas quais há glória, majestade, justiça, verdade, juízo e retidão, e para nós, cristão, é motivo de louvor, sobretudo a Redenção, pelo sangue de Jesus Cristo.
O assistente só vê ali uma reunião social, só lhe interessa a oratória do pregador ou sua cultura: desinteressa lhe a reunião, o culto, as expressões piedosas. Em geral, o assistente não aproveita a benção do culto.
Há diferença entre culto e reunião de evangelização, comumente também chamada culto. Enquanto no culto os crentes estão recebendo alimento para a alma, na reunião de evangelização todos os crentes estão com o pensamento voltado para os que ainda não receberam o Senhor Jesus Cristo como salvador pessoal, procurando dar testemunho pela presença, orando e anunciando a essas almas as consoladoras verdades do evangelho. O objetivo deste é propagar o evangelho e o daquele outro é adorar o Deus onipotente e Salvador das nossas almas.
Irmão, qual é a sua atitude para com o culto? Você é assistente ou participante? Ouve o pregador para se deliciar com sua oratória, ou participa dos atos e das expressões de culto como quem está ansioso para dar glória a Deus e dele receber a bênção da comunhão espiritual com ele e com os irmãos?

quinta-feira, 31 de maio de 2012



A reforma começa em casa




Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.
(1 Pedro 3:7).



A necessidade de reforma na igreja é absurda. Há desmandos, desvios, devaneios e engano por toda parte assolando a Noiva de Cristo. Ao ser perguntado onde reside o problema, o crente é rapidamente (e corretamente) levado a apontar o dedo para Adão e Eva. Mas eu creio que Adão, primordialmente, foi responsabilizado em Gênesis 3.17, de onde deriva um ensinamento que nós, homens (sexo masculino e não humanidade), precisamos assimilar. Quero advogar que qualquer reforma que precisamos estabelecer na igreja  só poderá ser completa se começar em casa. A família precisa ser conduzida pela Palavra de Deus e cada membro da casa deve entender o papel que Deus estabeleceu na Bíblia. Mas esse breve artigo, como já indicado, tem endereço certo: o homem! Não apenas Adão recebe a responsabilidade pela queda – mesmo Eva tendo sido aquela que foi enganada (1Tm 2.14) -, mas neste texto (1Pe 3.7), o apóstolo trata da responsabilidade do homem na casa. Dele, vejamos alguns princípios:

Viver a vida comum do lar. Há a idéia errada de que o casamento correto é de um senhor e uma escrava, no qual a mulher serve apenas para satisfazer os desejos do homem; mas Pedro, sem negar responsabilidade da casa seja tarefa feminina, não o faz sem declarar que o homem deve, sim, participar com alegria e disposição da vida comum do lar. 
Viver a vida comum do lar com discernimento. Esse talvez seja o ponto mais difícil, pois o discernimento requer compreensão, é dever do homem buscar entender a sua esposa,  o que o leva ao próximo ponto.
Ter consideração pela mulher, como parti mais frágil. Há uma imprecisão no significado de ser a parte mais frágil, contudo quando os homens assumirem realmente o papel que lhes cabe, as mulheres compreenderão que é grande privilégio para elas serem assim, frágeis; pois o homem precisa tratar a mulher com dignidade, cuidado, protegendo, provendo, assumindo sempre toda a responsabilidade e (até mesmo) a culpa por todos os erros, assim como Cristo vez com  sua noiva: a igreja.
Porque sois juntamente herdeiros da mesma graça. Longe de Pedro entender que as mulheres são inferiores, ao contrário, elas devem ser bem cuidadas e consideradas rainhas da casa pelo marido, uma vez que eles são herdeiros da mesma graça de vida. Há aqui uma interdependência, como Paulo ensina. "No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher". (1Cor 11.11).
Para que não se interrompam as vossas orações. E aqui termina esse versículo, trazendo a maior responsabilidade do homem: cuidar para que a vida espiritual e piedosa da família seja levada de modo perfeito no lar. Ele é responsável por preservá-la de maneira linda e sem ruga (Ef 5) espiritualmente para Deus.
Como vimos aqui, de modo breve, ser homem segundo a Bíblia não é fácil, pois nossa sociedade tem dado á mulher papéis masculino exatamente para que os homens transfiram a responsabilidade para ela; como já o nosso cabeça federal nos ensinou em Genesis 3.12  Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa”. Graças a Deus pelo segundo Adão que, assumiu a culpa da amada, nos adverte pelo seu apóstolo, apontando seu exemplo, dizendo em Efésios 5.25 “Amai vossa esposa, assim como Cristo amou a sua igreja e a si mesmo se entregou por ela”

Que os maridos assumam o papel que lhes cabe, pois a reforma começa em casa, e isso nas mãos daquele que é o responsável; sejamos homens verdadeiros e comecemos a reformar a nossa casa.